segunda-feira, 3 de julho de 2017

Conto Couro Curtido na Revista Philos

Couro Curtido foi publicado na Philos, Revista de Literatura da União Latina, com esta belíssima ilustração do argentino Mario Gimenez.



É um conto de 2016, o penúltimo que escrevi da série iniciada com A Solteirona. Alguns circularam por concursos literários, mas esse estava inédito e foi acolhido pela edição da revista. Leia gratuitamente ao clicar aqui.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Por quê?

As estimativas divulgadas pela Unaids, apontam que 37 milhões de pessoas vivem com Aids em todo o planeta. No Brasil são cerca de 1 milhão. Por quê? 

Ao tomar como certo que chegamos à Lua e que a estação em Marte será realidade até 2030, por que ainda aceitamos que as pessoas continuem morrendo? De onde veio o HIV? Por que a cura não se confirma? 

Dessas angústias nasceu o livro A cura da Aids, a minha esperançosa contribuição para que se volte a debater o tema, as implicações, os interesses econômicos e políticos em torno desta que é a sexta doença que mais mata no mundo.

Leia gratuitamente no Wattpad, ao clicar aqui. Agradeço se comentar, votar, compartilhar. APOIE O ESCRITOR NACIONAL.


domingo, 4 de junho de 2017

Meu primeiro livro lançado no Wattpad



Afinal o romance A cura da Aids é liberado. Meu primeiro livro a ser lançado no Wattpad. Por quê? Para vivenciar essa opção. Já fiz publicação independente, tradicional, sob demanda, livro artesanal, e-book, faltava o Wattpad. É uma vivência, um teste e um exercício de desapego. A história estará completa no fim desta semana.

Sinopse:
A cura para o HIV/Aids foi descoberta. Vencendo uma intricada rede de interesses, o médico inglês Joseph Trent e sua equipe conseguiram finalizar uma vacina eficiente contra o HIV. Mas governos e grandes laboratórios não desejam que a droga seja testada e produzida. Decidido a continuar, Trent terá de empreender uma arriscada jornada para testar a droga.
Leia grátis ao clicar aqui.


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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Soneto cafeístico

No Dia Internacional do Café, este sonetinho como um convite. Do livro JUST IT, de 2016.

Soneto cafeístico

qualquer hora
me adora
desce em mim
totalmente

seja quente,
até vente, 
só me cala
e me beija

prometo
solene:
eu deixo

e mais, 
repito:
é alma.

sábado, 1 de abril de 2017

Promoção real no dia da mentira

PROMOÇÃO PROMOÇÃO PROMOÇÃO

O Ricardo enlouqueceu (no caso o Dan mesmo). Uma semana inteira de promoção. Você não leu errado. Os 3, eu disse 3 livros da Série Poética por apenas R$10,00. É muito barato, muito barato mesmo. Just it, Carménère e Xilema. É a sua chance de adquirir a poesia do mais incompleto e não elogiado poeta de todos os tempos de uma semana nenhuma.
Corre.
Just it, Carménère e Xilema por apenas R$10,00. É só esta semana. (Cai a arte SÓ ESTA SEMANA, seguida de R$ 10,00).
Fim da propaganda.

Peça por mensagem.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Transtexto na CCMQ

Sim, teremos uma oficina de Transtexto na Casa De Cultura Mario Quintana, dia 10 de março.

O Transtexto é uma técnica de experimentação literária que ecoa na história da literatura por mais de 250 anos e surgiu da necessidade de produzir tal material em língua portuguesa. A teoria se constitui a partir de Caleb Whitefoord, passando por Tristan Tzara, Brion Gysin, William Burroughs, Tom Phillips, Valêncio Xavier, Leonardo Villa-Forte e Austin Kleon, e encontra base acadêmica em Gérard Genette. Busca voz e simbologia no Tarô e o caráter lúdico do jogo. Mais informações podem ser obtidas aqui.

Dan Porto é escritor e professor. Recentemente publicou os livros de poesia Just it, Carménère e Xilema. O Transtexto está em fase de preparação e deve ser lançado durante o ano.

A oficina ocorrerá em Porto Alegre, na CCMQ, Sala Romeu Grimaldi, no dia 10 de março, à tarde. As inscrições poderão ser feitas até o dia 08 de março, pela fanpage do Facebook.

Ficou em dúvida? Quer mais informações? Escreva para mim. Também agradeço se divulgar aos amigos e colegas a quem possa interessar. Obrigado.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Medar

meu medo
eu medo
é o teu medo
de ter medo
de mim, medo

nasce ontem
morre amanhã
me prometem
ah, que bobagem
conversa vã

meu medo
é presente
pressente
tanto pressente
que pré-sente

de tanto inventar
invento um medo
até o medo do medo
de tremer desde cedo
é medo. Credo!

eu creio em
deus medo
todo poderoso
criador genioso
da solidão no poço

eu posso
me engano
justifico
postiço
feitiço.

2017

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Chegou mensagem

De um lado a pessoa abre a tela, clica no seu retrato e escreve uma mensagem. Está com saudade, precisa de ajuda ou, quem sabe, pensa em se matar e a última pessoa de que se lembra é você. Informa da vida ou da morte, pede orientação para trocar a resistência do chuveiro ou apenas manifesta amor por você. Tecla enter e aguarda. Aguarda, aguarda e aguarda.


E o que você faz? Visualiza e não responde.

Jamais compreenderei mensagens sem resposta. Um emoji que seja para acalmar a ansiedade daquele que a enviou, porque afinal, a carta e o telegrama foram extintos justamente para que você responda rápido, dê um sinal de vida (ou de morte), uma risada, um certinho, qualquer coisa, mas por favor, responda.

As desculpas são muitas: faltou sinal, acabou a bateria, visualizou, deixou para responder depois e esqueceu. Gente, como esquecer de alguém? Precisa pensar, avise. Tem que consultar alfarrábios, informa. O cachorro está morrendo, manda um vídeo, mas não deixa o pobre ser do outro lado, que nem trouxa à espera.

Pensa: além de ansiosa a pessoa pode ser carente, talvez esteja magoada ou pior, pensa mesmo em se matar, abandonar essa maravilha de mundo e se libertar! E você ficará sabendo do ocorrido no mínimo na semana que vem. Desalmado! Egoísta! Amigo entre aspas e de meia tigela!

No caso de empresas, nem precisaria explicar, né? Respostas imediatas, assinatura para identificar quem enviou a mensagem e para o cliente saber com quem está interagindo, texto claro e objetivo e, de preferência, soluções além do que o cliente espera. Sei que é utópico, salvo raríssimas exceções, mas levo em conta que todas as pessoas são clientes em potencial e, como tais, merecem minimamente o respeito de ter a sua solicitação respondida prontamente.

A comunicação virtual é muito útil em diversos aspectos, contudo parece que ainda não compreendemos bem como ela se dá nem percebemos que educação vale para virtual ou não. A separação que antigamente acreditávamos existir entre virtual e real deixou de existir, hoje o virtual afeta mais a vida real do que o contrário, o que não é ruim nem bom, apenas é como é, nós mudamos a forma de conviver. Mudamos e, no entanto, não acompanhamos.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A cultura do está bom

Vinha eu de minha caminhada noturna quando me chama a atenção uma mulher que retira as sacolas (plásticas!) daqueles carrinhos de supermercado, uns enormes e coloridos que as crianças adoram, e as coloca na mala do carro, as sacolas, não os pimpolhos. Depois o “estaciona” displicentemente à frente do veículo da vaga ao lado, entra em seu carro e parte com a família. 



Talvez como consequência da ditadura e dos costumes rígidos de um passado bem recente, nossa sociedade tenha ingressado em uma via de permissividade que nos trouxe ao que chamo de cultura do “está bom”. É um modelo social onde não há espaço para o pensamento crítico, tudo está nos conformes. Opta-se pelo simples e rápido para não precisar refletir nem refazer e muito menos indicar qualquer tipo de erro. Aliás, erro parece ser uma palavra que se tornou execrável e que deve ser abolida dos dicionários!

Outra coisa que me incomoda no supermercado são aquelas pessoas que passam as compras no caixa e deixam o carrinho ou o cesto a atravancar o caminho e a esteira do balcão. Mas isso, imagino, deve ser privilégio de cidade provinciana aqui do Sul!

A educação se tornou um produto sem embalagem, rótulo e, por consequência, sem informação, uma gosma líquida de onde se pode ver signos espalhados sem nenhuma organização. O mestre essencial e a figura do mentor foram substituídos por gente com certificado de mestre e doutor, certificados esses, em geral, comprados como um saco de batata-frita em universidades-empresas. Eles ministram suas aulas-padrão ano após ano sem que ninguém se incomode com isso. Os alunos, na pura acepção da palavra, sem nenhuma base educacional sólida, até gostam, porque, assim, não precisam aprender nada, basta escrever as palavras certas na prova, produzir o trabalho do jeito que o professor quer e: tudo “está bom” e todos estão felizes. 

Todos fingem se incomodar com os quinze salários por ano dos políticos, somados aos trocentos assessores, carro, motorista, viagens, ternos e tanto mais, justificados na legislatura a favor dos amigos, dos “clientes” que financiam suas campanhas eleitorais e em benefício próprio. Todos nos declaramos incomodados, mas o baile segue ao som de gritos que são abafados com força, notícias sonegadas e ação popular isolada e sem planejamento. 

A impressão é que diante de tanto estímulo e de tantas oportunidades de ter e de ser, os cérebros estão cansados, esgotados de cumprir tarefas vazias. Permitimos uma invasão diária de demandas inúteis ao nosso cérebro que, quase soterrado, acaba por escapar pelo mais fácil e mais rápido, afinal, é preciso dar outra resposta logo em seguida. Não há tempo para contemplar e refletir. 

Essa cultura do “está bom” vem sendo aplicada em quase todas as dimensões da vida e sem nenhum resultado. Até em nossas vidas domésticas podemos encontrar esse modelo, a casa passou de refúgio a dormitório, a comida virou veneno por conta do próprio veneno e não em essência, o prazer tomou conta da sensação e virou fim. Todos os meios são desprezados nessa sociedade que construímos para não conviver e, quando conviver, agredir ou não questionar, diferenças são execradas na busca de uma igualdade utópica e “zumbi”. 

A cultura do “está bom” só pode ser combatida com o livre exercício do pensamento, com o uso de nossa liberdade de refletir, se expressar democraticamente e com o reconhecimento das diferenças que nos tornam pessoas únicas. Não se trata de negar a igualdade almejada por minorias, mas de encontrar a possibilidade da diferença individual (daimônica) na igualdade humana (espécie). Precisamos evoluir rapidamente para uma compreensão avançada da convivência em sociedade, onde o dever e o direito de cada um têm o mesmo peso e são menos importantes do que a manutenção da vida.

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Dan Porto na Lalô3051

Agora é oficial. O Dan Porto está na Lalô3051.



A partir de agora cursos, oficinas, palestras e pitacos podem ser contratados com as moças lindas da Lalô, Débora e Aline. Aproveito para avisar que não faço presença VIP, velório nem batizado e menos ainda festa de aniversário infantil. O resto, pagando bem...

Aqui nesta página estão mais informações. CLIQUE AQUI.