sábado, 6 de outubro de 2018

Homo poeticus

O Homo sapiens é também Homo poeticus.

 .
Será possível encontrar impresso em Curitiba, cujos locais informarei em breve no Facebook e no Instagram, ou pedir para receber em casa (via Correios).

sexta-feira, 27 de julho de 2018

\\ Encantado //

Partiu
como se não tivesse nunca chegado
como se as árvores e os pássaros
não tivessem rido com ele.
os rios, como que se nunca tivessem cantado para ele
e como se a Iara não lhe houvesse lambido os olhos.

Partiu
Encantado
e encantado ainda de saber que tudo o que pensa saber
em qualquer parte daquelas águas se faz
tão pequeno e tão saboroso.

Partiu
Encantado
e encantado ainda pelas promessas de sonho
que ao ouvido a chuva lhe sussurrou.

Sem tempo de rio,
de ar, de terra, o
tempo do fogo
estala paixões e verdades no coração dos amantes.

Partiu
como se não tivesse nunca chegado
para não levar saudades
e ter de voltar.
E ter de partir novamente.

27-7-18
Às amigas e aos amigos do curso de Formação de Tutores em EAD, do CETAM - Manaus.
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#NosDiasDeHoje #ColetivoPoéticoDeResistência
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_ Este texto tem direitos autorais. Compartilhe e cite o autor. _
_ Este texto integra o Coletivo Poético de Resistência "Nos dias de hoje". _
27/07/2018

sábado, 7 de julho de 2018

\\ Há //

Há de haver
um tesão masculino,
por vezes feminina,
que afogue a sede da língua
putrefata.
Um som bem alto
uma fogueira acesa sobre o morro
a dançar ventos na minha cara.
Um Deus cuja mão carregue uma rosa bem aberta.
Uma Deusa sexualmente maternal e fraterna.


Há de haver
o silêncio eterno
das nuvens.
Uma passagem barata para o desejo
de lamber o doce dos mamilos.
Uma nota eterna de silêncio e som e coração.
Um grito pronto que nos eleve
e
nos
leve.
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#NosDiasDeHoje #ColetivoPoéticoDeResistência
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_ Este texto tem direitos autorais. Compartilhe e cite o autor. _
_ Este texto integra o Coletivo Poético de Resistência "Nos dias de hoje". _
06/07/2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

\\ a vida não dá silêncio //



a vida anda: é
esfera magnética,
o metal que range
sutil
e constante
um sobre o outro.
nem os que dormem.
nem os que morrem.
morremos todos
sob o zunido
e acordamos
sob o zunido
chiado
da esfera metálica.
a vida não dá
silêncio.
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#NosDiasDeHoje #ColetivoPoéticoDeResistência

_ Este texto tem direitos autorais. Compartilhe e cite o autor. _
_ Este texto integra o Coletivo Poético de Resistência "Nos dias de hoje". _
04/07/2018

sábado, 28 de abril de 2018

Livro grátis

Após Viver e ajudar a Viver (não-ficção), que tem alcançado bom número de leituras, A Cura da Aids (romance), agora é a vez de Raridades (contos) chegar ao Wattpad.

O livro foi publicado em 2011, no formato impresso, apenas para o lançamento no RS. Agora pode ser lido gratuitamente na plataforma de leitura e escrita Wattpad.

"Eu tenho medo do corpo de outro homem, até mesmo do meu." Essas e outras frases pipocam pelo texto de Dan Porto. Quase 40 contos, curtos, escritos na primeira pessoa, passando-nos a ideia de confissão. E quem não gosta de ouvir confissões? Quem não de deleita em descobrir a partir do conforto da páginas de um livro a intimidade do vizinho. Dan reuniu os contos para passar esta impressão. Vamos em frente na leitura para saber o que vais acontecer com o próximo personagem num universo paralelo ao nosso, sem ser distante, literalmente, do lado de fora da nossa janela. As situações não são inusitadas, o texto é simples. Mas a força reside junto na simplicidade da situação exposta. Dan 'conversa' por algumas páginas com o leitor e deixa-o tirar as suas próprias conclusões. Sem moralismos. Sem pregações. Sabe-se que contos têm um mercado restrito, ainda assim, Dan escolheu ser este o seu caminho para o livro de estreia. Dentro do proposto, o autor promete e cumpre. Por si, isto já é um imenso mérito. Parabéns pela coragem. Para quem ler, parabéns pela escolha. Nem só de textos longos vive o mundo da ficção." 



James McSill 
York, Dezembro de 2010
www.mcsill.com 



Personagens-narradoras conferem veracidade e um caráter de depoimento, que põe o leitor como ouvinte de confissões ou mesmo na possibilidade de analisar ou refletir com essas. À primeira vista talvez a realidade extrema narrada por cada personagem, possa chocar ou mesmo incomodar, mas o desejo de seguir, revelação após revelação, prende o leitor e o transporta para o tempo/espaço do narrador. 

O tema que costura todo o livro é, sem dúvida, o amor. Olhando com olhos atentos e ouvindo as vozes que saem das páginas, não se pode julgar nenhuma das personagens de Raridades, não há demagogias, talvez mentiras, mas elas não se negam a si mesmas, não sublimam desejos em detrimento de bons olhares. 

Raridades é um convite a olhar o mundo da segurança de um livro.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A saudade


Passa, passa, passa, 
tão violentas, 
santas.
a morte
sonha.
um lírio de seda
que caiu!

a saudade passa.

Transtextos (2018).

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Esperanza


Como van
la noche,
el desierto
vacilante del cielo
y mi vida
de la esperanza?

Trantextos (2018)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

deixe as luzes acesas

enquanto eu ando perdido pelo vazio cinza do espaço, deixe acesas as luzes dos seus olhos.

até que minha luz cresça, me deixe seguir a orientação do seu farol.

as vagas crescerão mais e mais, as tempestades vão se formar e acalmar, as gaivotas farão ninhos nos seus ombros, o vento cantará aquela melodia suprema em seus ouvidos e se entranhará em seus ossos, o calor do Sol dançará melodias matinais em volta de ti.

deixa eu te seguir enquanto meu Sol viaja em outros mundos.

me sirva uma luz fraca, uma chama dançante enquanto me perco de mim e de ti, perco tudo aquilo que nunca tive nem fui nem pensei ser.

a sua luz vai acender a minha e então eu voltarei a cantar, minha dança tornará a ser faísca no espaço sideral, minha palavra resistirá ao que agora a sufoca e estará posta sobre tudo o que nos ofende.

brilha.

é seu brilho amoroso que me sustenta.

22.01.18